terça-feira, 26 de julho de 2011


Urbana: MP quer diretor como réu
 deu no Diário de Natal

O Ministério Público está pedindo a inclusão do atual diretor de Operações da Urbana, Alexandre Miranda, como réu do processo nº. 001.10.416102-8 que tramita contra o órgão na 9ª Vara Criminal de Natal. O objeto do processo é o crime ambiental ocorrido na Estação de Transbordo, no bairro de Cidade Nova, onde foi verificado lixo em excesso desde o dia 5 de dezembro de 2010 até 30 de junho de 2011. Inicialmente, o ex-diretor Haroldo Martins era o réu do processo, mas foi feito um acordo para prestação de serviços comunitários após a saída dele do órgão.

Retirada foi feita em junho, mas acúmulo de lixo existia desde dezembro de 2010 Foto:Fábio Cortez/DN/D.A Press
No mês de maio, após as exonerações de Haroldo Martins e do ex-diretor Bosco Afonso, o juiz titular da 9ª Vara Criminal, Kennedy de Oliveira Braga, convocou para uma audiência os diretores Maria Solange Ferreira (financeiro), Alexandre Miranda (operações) e Ubaldo Fernandes (assuntos comunitários) e comunicou a possibilidade de prisão preventiva deles caso fosse comprovado o crime ambiental. Os três conseguiram um habeas corpus preventivo e dias depois a Companhia Independente de Proteção Ambiental (Cipam) emitiu um relatório comprovando os danos causados pelo excesso de lixo.


Diante disso, o juiz pediu que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (Deprema) escutasse os diretores e a empresa Líder (empresa terceirizada pela Urbana) e o Ministério Público se manifestasse sobre o relatório do Cipam e as diligências requisitadas pelo Judiciário à delegacia. Na opinião do promotor do Meio Ambiente, João Batista Machado, Solange e Ubaldo não têm gerência sobre o controle de lixo na Estação de Transbordo. As decisões sobre como controlar a entrada de lixo em Cidade Nova cabem ao diretor de operações, Alexandre Miranda, por isso o pedido para a inclusão do nome dele como réu no processo. "Reconheço que ele fez bastante coisa, mas houve um descaso com esse lixo que está lá desde 5 de dezembro do ano passado", opinou o promotor.

"Eles alegaram que fizeram o serviço em 27 dias, entre 3 e 30 de junho. Mandaram um ofício dizendo queforam retiradas 6,8 mil toneladas de lixo", salientou o promotor. Porém, o Ministério Público entende que o excesso poderia ser retirado em menos tempo, já que desde dezembro existia o acúmulo. Em observação ao relatório de serviço enviado, João Batista, verificou que no dia 7 de junho, apenas dois caminhões trabalhavam na Estação para levar o lixo excessivo. A primeira viagem foi marcada por volta das 10h e cada caminhão fez apenas três viagens por dia. 
 
Alexandre Miranda declarou que não foi informado sobre a entrada do seu nome no processo, mas irá pedir mais detalhes ao procurador geral do município, Bruno Macedo. De acordo com João Batista, o processo aguarda o julgamento e caso seja condenado, o diretor de operações tem a possibilidade de fazer um acordo como o que foi realizado com Haroldo Martins.





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